O sino me dá sono, sua corda me acorda
O sono me dá sina, meu despertar me desespera
Meu desespero me dá sono, o sono me dá sonhos
Os sonhos me dão você, você me dá sina
A sina me faz cenas, as cenas me dão um sinal
O sinal é um som
O som do sino
Que me dá sono, mas está sendo balançado
Pela corda, que me acorda
É outro dia
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Continuando a regredir, voltando a continuar
Nos meus sonhos, pesadelos,
Nos delírios, no realismo
Quase morto, quase vivo
Totalmente morto ou totalmente vivo
Na divisa
Por todos esses caminhos se procura alguma razão por que permanecer vivo
Por que, afinal, seguir no plano material, e não optar pela desintegração
Por que virar um espírito depois da morte,
e não apenas deixar de existir completamente
São alternativas que imaginamos ter
Tanto nos sonhos como nos pesadelos
Tanto nos delírios como no realismo
Mas não temos
O fim será um só, sem chance de erro
Sem margem para dúvidas
Mas até lá, fica a questão
E antes dela, por que seguir
Continuar, quaisquer que sejam as alternativas que imaginamos possíveis
Posso estar errado quanto ao que decidi, decido e venha a decidir
Mas quem garante que eu esteja errado, no fim de tudo?
Quem nos julgará quando até mesmo esta espécie
deixar de existir?
E depois o planeta,
O sol, e todo o sistema solar?
Haverá juízes em determinada ocasião?
E advogados, haverá? Um de defesa, um promotor, testemunhas...
E a pena seria qual? De morte, de vida?
Ou algo tão terrível que fuja desse conceito
sobre o qual talvez sequer exista alguma palavra para descrevê-lo?
Por ora, só caminho
Aqui onde conheço bem
Nos delírios, no realismo
Quase morto, quase vivo
Totalmente morto ou totalmente vivo
Na divisa
Por todos esses caminhos se procura alguma razão por que permanecer vivo
Por que, afinal, seguir no plano material, e não optar pela desintegração
Por que virar um espírito depois da morte,
e não apenas deixar de existir completamente
São alternativas que imaginamos ter
Tanto nos sonhos como nos pesadelos
Tanto nos delírios como no realismo
Mas não temos
O fim será um só, sem chance de erro
Sem margem para dúvidas
Mas até lá, fica a questão
E antes dela, por que seguir
Continuar, quaisquer que sejam as alternativas que imaginamos possíveis
Posso estar errado quanto ao que decidi, decido e venha a decidir
Mas quem garante que eu esteja errado, no fim de tudo?
Quem nos julgará quando até mesmo esta espécie
deixar de existir?
E depois o planeta,
O sol, e todo o sistema solar?
Haverá juízes em determinada ocasião?
E advogados, haverá? Um de defesa, um promotor, testemunhas...
E a pena seria qual? De morte, de vida?
Ou algo tão terrível que fuja desse conceito
sobre o qual talvez sequer exista alguma palavra para descrevê-lo?
Por ora, só caminho
Aqui onde conheço bem
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Magnetização
Vejo você
Te ouço
Todos os meus sentidos sentem você
Uma atração impossível de parar
Tão forte quanto o magnetismo
Somos opostos, por isso não consigo parar de ser atraído
Eu me atraio
Me atraio
Me traio
Tropeço
Peço
Por mais movimentos
Seguirei sendo atraído por você
Como uma barra de cobre que não consegue se cobrir do seu alto grau de eletricidade
Que eu chegue até você
E seja feliz sendo eletrocutado
Todas as minhas veias sentindo
Sua voltagem vindo
Voltando
Indo
Seguindo sua trajetória indomável
Te ouço
Todos os meus sentidos sentem você
Uma atração impossível de parar
Tão forte quanto o magnetismo
Somos opostos, por isso não consigo parar de ser atraído
Eu me atraio
Me atraio
Me traio
Tropeço
Peço
Por mais movimentos
Seguirei sendo atraído por você
Como uma barra de cobre que não consegue se cobrir do seu alto grau de eletricidade
Que eu chegue até você
E seja feliz sendo eletrocutado
Todas as minhas veias sentindo
Sua voltagem vindo
Voltando
Indo
Seguindo sua trajetória indomável
Ostentação da inveja
Sim, senti orgulho da inveja que atraíres
Permanecei os privilegiados de causar um sentimento tão repugnante
Considerai mesmo todas críticas fruto dela
Agradecei o vosso voo, disparado pelo ódio e derrota dos que vos odeiam
Colecionai inimigos: são vossos troféus
Empalhados na vossa parede da vitória
Dai beijos em vossos próprios ombros
Não tentes defeito, nunca penseis isso
Qualquer crítica é fruto do vosso sucesso inquestionável
Vossa qualidade que causa tanto ódio, rancor, destruição dos inimigos e inveja
Senti orgulho disso
Vencedores
Quem são os outros para vos criticarem?
Para questionar vossa óbvia superioridade
Só podem ser perdedores
Perdedores
Que vivam para vos ver crescer
Que se mutilem por isso, cada gota de sangue deles e um litro do vosso sucesso
Que vos odeiem
Cada novo ódio que conquista é mais importante que qualquer novo amor
Vida longa à inveja e ao ódio
Que continuem trazendo só alegria a todos
Feliz ano novo.
Permanecei os privilegiados de causar um sentimento tão repugnante
Considerai mesmo todas críticas fruto dela
Agradecei o vosso voo, disparado pelo ódio e derrota dos que vos odeiam
Colecionai inimigos: são vossos troféus
Empalhados na vossa parede da vitória
Dai beijos em vossos próprios ombros
Não tentes defeito, nunca penseis isso
Qualquer crítica é fruto do vosso sucesso inquestionável
Vossa qualidade que causa tanto ódio, rancor, destruição dos inimigos e inveja
Senti orgulho disso
Vencedores
Quem são os outros para vos criticarem?
Para questionar vossa óbvia superioridade
Só podem ser perdedores
Perdedores
Que vivam para vos ver crescer
Que se mutilem por isso, cada gota de sangue deles e um litro do vosso sucesso
Que vos odeiem
Cada novo ódio que conquista é mais importante que qualquer novo amor
Vida longa à inveja e ao ódio
Que continuem trazendo só alegria a todos
Feliz ano novo.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
No parque do Inferno
Duas crianças estavam se banhando num rio de sangue quente, numa vila do Inferno
Elas se esbaldavam
Na vila, havia todo tipo de gente ruim
E naquela semana havia um demônio para fazer inspeções
Para saber se as penas estavam sendo cumpridas
Longe dali, havia o Centro do Inferno
Onde as decisões são tomadas
Chegou aos ouvidos de Lúcifer uma denúncia preocupante:
O Inferno, onde todos deviam sofrer eternamente em torturas e pagar pelos seus crimes
Estava tendo seus princípios violados
Afinal, seria um paradoxo qualquer prazer dentro dali
Por isso mandou o tal demônio inspetor àquela pequena vila
Ao chegar lá e ver as crianças se divertindo no rio, nadando, brincando, logo chamou suas atenções
-Crianças malditas, por que estão felizes, isso é proibido aqui! Voltem a sentir nojo do sangue, das carnes podres, voltem a sentir dor de queimadura
E as crianças responderam:
- Nós viemos parar aqui porque não obedecemos essas mesmas regras quando vivos. Fomos mortos com base nas mesmas regras, que nos amaçavam ter como punição vir ao Inferno
- Eu sei, mas é para sofrer, parem de achar graça, de se divertir
- Mas por que somos obrigados a sofrer? Por acaso estamos fugindo das sessões de tortura? Estamos faltando às aulas de espancamento? Ferimos alguma regra do Inferno?
O demônio pensou, e, então, voltou
No seu caminho, havia muita gente que ele, particularmente, achava chata
Gente que pegava nele, dizendo que fez o que fez por acreditar que é certo, que estava arrependido, que não merecia ficar sofrendo no Inferno.
- Sai daqui!, gritava, chutava-os, espancava-os, com muita raiva
Quando voltou ao Palácio, o demônio inspetor disse ao seus superior:
- Majestade, não havia nenhuma lesão às regras do Inferno.
- Mas havia crianças felizes no rio de sangue
- Sim, mas elas estavam junto com outras pessoas, que me suplicavam para sair dali, diziam que não mereciam estar no Inferno, que não sabiam que erraram, ou que estavam arrependidas. Aquela chatice de sempre. Elas nem sabiam que, na prática, podem sair do rio, ou do inferno, mas continuam achando que não merecem sofrer, que nunca voltarão a fazer nada de errado. Por isso continuam lá. Estão presas.
- E as crianças?
- Os que as executou estão no rio também, lamentando. Elas não. Não estão arrependidas nem acham que não mereciam estar aqui. Devo puni-las?
- Não, mas acho que quem está as denunciando para nós é um dos executores. Parece que ele já está sendo muito punido. Além de estar no Inferno, acha que não merece estar aqui e tem inveja dos pecadores que mandou executar. Não há o que eu possa fazer para punir essa pessoa. Quando ela veio aqui pedir a inspeção, senti algo próximo do que os humanos chamam de nojo. Ela já está mal o suficiente.
Elas se esbaldavam
Na vila, havia todo tipo de gente ruim
E naquela semana havia um demônio para fazer inspeções
Para saber se as penas estavam sendo cumpridas
Longe dali, havia o Centro do Inferno
Onde as decisões são tomadas
Chegou aos ouvidos de Lúcifer uma denúncia preocupante:
O Inferno, onde todos deviam sofrer eternamente em torturas e pagar pelos seus crimes
Estava tendo seus princípios violados
Afinal, seria um paradoxo qualquer prazer dentro dali
Por isso mandou o tal demônio inspetor àquela pequena vila
Ao chegar lá e ver as crianças se divertindo no rio, nadando, brincando, logo chamou suas atenções
-Crianças malditas, por que estão felizes, isso é proibido aqui! Voltem a sentir nojo do sangue, das carnes podres, voltem a sentir dor de queimadura
E as crianças responderam:
- Nós viemos parar aqui porque não obedecemos essas mesmas regras quando vivos. Fomos mortos com base nas mesmas regras, que nos amaçavam ter como punição vir ao Inferno
- Eu sei, mas é para sofrer, parem de achar graça, de se divertir
- Mas por que somos obrigados a sofrer? Por acaso estamos fugindo das sessões de tortura? Estamos faltando às aulas de espancamento? Ferimos alguma regra do Inferno?
O demônio pensou, e, então, voltou
No seu caminho, havia muita gente que ele, particularmente, achava chata
Gente que pegava nele, dizendo que fez o que fez por acreditar que é certo, que estava arrependido, que não merecia ficar sofrendo no Inferno.
- Sai daqui!, gritava, chutava-os, espancava-os, com muita raiva
Quando voltou ao Palácio, o demônio inspetor disse ao seus superior:
- Majestade, não havia nenhuma lesão às regras do Inferno.
- Mas havia crianças felizes no rio de sangue
- Sim, mas elas estavam junto com outras pessoas, que me suplicavam para sair dali, diziam que não mereciam estar no Inferno, que não sabiam que erraram, ou que estavam arrependidas. Aquela chatice de sempre. Elas nem sabiam que, na prática, podem sair do rio, ou do inferno, mas continuam achando que não merecem sofrer, que nunca voltarão a fazer nada de errado. Por isso continuam lá. Estão presas.
- E as crianças?
- Os que as executou estão no rio também, lamentando. Elas não. Não estão arrependidas nem acham que não mereciam estar aqui. Devo puni-las?
- Não, mas acho que quem está as denunciando para nós é um dos executores. Parece que ele já está sendo muito punido. Além de estar no Inferno, acha que não merece estar aqui e tem inveja dos pecadores que mandou executar. Não há o que eu possa fazer para punir essa pessoa. Quando ela veio aqui pedir a inspeção, senti algo próximo do que os humanos chamam de nojo. Ela já está mal o suficiente.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Futuro velho
O futuro está velho
Está enferrujado
Corroído pelo tempo
Destruído pelo passado e presente
Um futuro gagá
Futuro seboso
Mofado
Está enferrujado
Corroído pelo tempo
Destruído pelo passado e presente
Um futuro gagá
Futuro seboso
Mofado
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
O frio
Sou gelado
Aquela criatura repulsiva, que assusta a todos com seu ar frio
Quieto. Calado. Congelado.
Não teria sobrado um só sentimento?
Estaria eu já alcançado o zero absoluto?
As paredes de gelo em torno de mim, porém, não são inquebráveis.
Continuo sólido e frio à medida que fogem do gelo.
Mas posso derreter
Bastando um olhar caloroso
Aquela criatura repulsiva, que assusta a todos com seu ar frio
Quieto. Calado. Congelado.
Não teria sobrado um só sentimento?
Estaria eu já alcançado o zero absoluto?
As paredes de gelo em torno de mim, porém, não são inquebráveis.
Continuo sólido e frio à medida que fogem do gelo.
Mas posso derreter
Bastando um olhar caloroso
terça-feira, 22 de outubro de 2013
O reino dos idiotas
Não conteste nada que lhe disserem, eles sempre estão certos
Na escola, saiba decorar cada palavra e repeti-la, e você passa. Se não for burro o suficiente pára fazer isso, que repete é você.
Depois, pense na sua carreira, algo que dê a você dinheiro para comprar coisas com as quais outras pessoas - cujas opiniões valem ouro - pensem que você é um deles, ou mais que uma categoria deles.
No emprego, repita tudo que foi te ensinado, faça exatamente como explicaram, não tente contestar as regras já existentes, não tente achar estranho você viver para trabalhar, ou a oposto, a ordem dos fatores não altera o resultado.
Pronto, você é feliz e está adaptado a essa sociedade, tem todos os seus preconceitos e os repete, tem todas as letras e sabe falar, tem todas as possibilidades e usa, sem criar outras.
Caso não seja assim, você é um louco. .
Na escola, saiba decorar cada palavra e repeti-la, e você passa. Se não for burro o suficiente pára fazer isso, que repete é você.
Depois, pense na sua carreira, algo que dê a você dinheiro para comprar coisas com as quais outras pessoas - cujas opiniões valem ouro - pensem que você é um deles, ou mais que uma categoria deles.
No emprego, repita tudo que foi te ensinado, faça exatamente como explicaram, não tente contestar as regras já existentes, não tente achar estranho você viver para trabalhar, ou a oposto, a ordem dos fatores não altera o resultado.
Pronto, você é feliz e está adaptado a essa sociedade, tem todos os seus preconceitos e os repete, tem todas as letras e sabe falar, tem todas as possibilidades e usa, sem criar outras.
Caso não seja assim, você é um louco. .
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Flexões
Eu finjo ser o que realmente sou
Doem as feridas no lugar onde está ferido
Eu roubo objetos que já me pertencem
Eu sigo minha sombra, flexiono meu reflexo
Eu não uso máscaras, mas sim sou a própria
Sou a inexistência fingindo existir
Vendo, do camarote do inferno ou do céu, um lugar
Em que a questão a ser discutida tem sido, durante milênios
Se a humanidade precisa ser salva
Ou se ela é a própria doença
E os reflexos diversos das sombras refletidas em minhas tantas máscaras
Fazem o mesmo tipo de pergunta
Eu estou no inferno
Ou o sou
Doem as feridas no lugar onde está ferido
Eu roubo objetos que já me pertencem
Eu sigo minha sombra, flexiono meu reflexo
Eu não uso máscaras, mas sim sou a própria
Sou a inexistência fingindo existir
Vendo, do camarote do inferno ou do céu, um lugar
Em que a questão a ser discutida tem sido, durante milênios
Se a humanidade precisa ser salva
Ou se ela é a própria doença
E os reflexos diversos das sombras refletidas em minhas tantas máscaras
Fazem o mesmo tipo de pergunta
Eu estou no inferno
Ou o sou
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Resigno
Resigne-se, disse-me eu a mim mesmo
E assim foi
Lembrei dos beijos e abraços que darei na mulher que amo
Lembrei dos desenhos e histórias que farei
Lembrei dos livros que lerei
Dos que escreverei
Das músicas que ouvirei
Das conversas que terei
Sigo resignado, porém
O tempo passa
E continuo lembrando do futuro
Resignado
Até me tornar o que sou agora
Um resigno
E assim foi
Lembrei dos beijos e abraços que darei na mulher que amo
Lembrei dos desenhos e histórias que farei
Lembrei dos livros que lerei
Dos que escreverei
Das músicas que ouvirei
Das conversas que terei
Sigo resignado, porém
O tempo passa
E continuo lembrando do futuro
Resignado
Até me tornar o que sou agora
Um resigno
Abrigo
O mundo
Talvez um dos seus lados
Ou um canto qualquer dele
Ou fora dele
Treme
De medo de tudo
Por isso
Qualquer canto
Do universo
Da vida
Do mundo
Ou fora deles
Podem servir de abrigo
Contra o mundo
Ou um canto qualquer dele
Ou fora dele
Talvez um dos seus lados
Ou um canto qualquer dele
Ou fora dele
Treme
De medo de tudo
Por isso
Qualquer canto
Do universo
Da vida
Do mundo
Ou fora deles
Podem servir de abrigo
Contra o mundo
Ou um canto qualquer dele
Ou fora dele
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
A parede
Uma parede de vidro
É o que nos separa
Não me contive ao tentar quebrá-la
Até descobrir que ela era de diamante
Como você é
Inquebrável
Eu, porém, vidro permaneço
Caio e me quebro
Diante de você
É o que nos separa
Não me contive ao tentar quebrá-la
Até descobrir que ela era de diamante
Como você é
Inquebrável
Eu, porém, vidro permaneço
Caio e me quebro
Diante de você
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
A estrela Dalva
A luz que emana da estrela
travessa paredes de chumbo
Não produz sombras
Mas sim, transforma-as em reflexos
Os reflexos se cruzam e formam uma tempestade
De luz
Alimentando as plantas
Criando vidas
A luz não cega
Mas sim, dá-nos uma visão mais clara
De quão simples a complexidade é
Não produz sombras
Mas sim, transforma-as em reflexos
Os reflexos se cruzam e formam uma tempestade
De luz
Alimentando as plantas
Criando vidas
A luz não cega
Mas sim, dá-nos uma visão mais clara
De quão simples a complexidade é
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
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