quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A parede

Uma parede de vidro
É o que nos separa
Não me contive ao tentar quebrá-la
Até descobrir que ela era de diamante
Como você é

Inquebrável
Eu, porém, vidro permaneço
Caio e me quebro
Diante de você

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A estrela Dalva

A luz que emana da estrela travessa paredes de chumbo
Não produz sombras
Mas sim, transforma-as em reflexos
Os reflexos se cruzam e formam uma tempestade
De luz
Alimentando as plantas
Criando vidas
A luz não cega
Mas sim, dá-nos uma visão mais clara
De quão simples a complexidade é

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Ausência

A luz é a presença
A sombra, ausência
O som é a presença
O silêncio, ausência
A água é a presença
A seca, ausência

Os sonhos são a presença
O acordar, ausência

A partir daí
Tudo pode ser
Ausência
Sem sua presença

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Desertor do deserto

Sou o desertor do deserto
Não desisto
Caminho até o oásis

O detalhe de ser uma miragem não me importa
Estou no oásis porque é assim que me sinto
Essa é a minha realidade, não conheço outras

Outros olhos me vêem nadando na areia, sob um sol de quarenta graus
Mas eu estou, de fato, nadando num lago

Pode ser que eu morra de sede
De tanto me sedar na ilusão

Mas a realidade é um deserto
A alma, a ilusão, é o que resta


sábado, 21 de abril de 2012

Não existe o nada

Sem luz, não há sombra
Sem sombra, não há luz

Não existe o nada
Tudo existe

De uma forma
Ou de outra

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Medo

Se há o medo da morte
Se há busca pela sorte
Se há bússola para o norte

Só o medo é forte
Só ele, mais nada, nos acompanha
Nos faz ser parte
De onde não se espera mais nada
De onde se perdeu tudo

domingo, 11 de setembro de 2011

Devagar

Hoje a vida passa devagar
Agora a vida passa.... passa devagar
Um segundo depois
Pára de passar
Passa a divagar
Pára de vagar

sábado, 10 de setembro de 2011

Comando

Eu lido com as palavras
Não estou aqui para domá-las
Elas que estão no comando

Dobro dobrado

Nada
Se separa
Tudo se divide
Triplica
Complica
Replica
Meio é fim
Meio é dobro
Extremos somos nós

Dia

No sol é sempre dia

Malícia e pureza

Nos seus olhos há malícia e pureza
De quem é pura e má
Ou de quem é puramente má
De quem é maliciosamente pura

Não parcebe a alegria e a dor que causa em torno de si
Está voltada para seu mundo puro, encantado e abissal

Por que eu te amo?
Porque você não sabe a resposta

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sensações

Ao saber das consequencias
Erramos ainda mais
Ao descobrir a causa
Conhememos menos
Ao refletir
Ficamos mais confusos

Viagem no tempo

Vou viajar para o presente
Não relembrar nada
Não prever nada
Apenas sentir a estranha sensação do agora
Esse tempo perdido

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Implosão

A lágrima sai seca
O grito sai silencioso
E há implosão de sentimentos em mim
Saio destruído, mas não machuco ninguém