Sente esse cheiro?
Sente esse brilho?
A primavera chegou no ferro-velho!
Pétalas de zinco pairando pelo ar
Sentindo o cheiro fresquinho da ferrugem
O brilho dos alumínios me remete ao passado
Os corpos dos automóveis ganham uma consagração
do que fora um dia
segunda-feira, 18 de julho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
O significado do silêncio
O silêncio silencia
Seleciona
Licencia
Depende do seu ouvinte
Eu costumo silenciar
Deixar meu silêncio ao meu redor silenciar
Os gritos que gritem em outro lugar
Onde possam ser devolvidos
Não vou devolver
Quero silêncio, o abrigo de quem quer estabilidade
Quero silêncio, o inimigo do caos
Deixe as músicas lindas serem lindas em outro lugar
Quero o desafinar do vento silencioso na minha pele
Cobrindo como manto
Mantendo distância
Deixe os latidos latirem em outro lugar
Quero plantas
Que as palavras de amor ou rejeição setenciem em outro lugar
Quero consentimento, sentimento que só quem cala dá
Silêncio, respeite o barulho
Para que ele não desista
E tire de você o que ele não tem
Nem terá - apesar de tentar
Seleciona
Licencia
Depende do seu ouvinte
Eu costumo silenciar
Deixar meu silêncio ao meu redor silenciar
Os gritos que gritem em outro lugar
Onde possam ser devolvidos
Não vou devolver
Quero silêncio, o abrigo de quem quer estabilidade
Quero silêncio, o inimigo do caos
Deixe as músicas lindas serem lindas em outro lugar
Quero o desafinar do vento silencioso na minha pele
Cobrindo como manto
Mantendo distância
Deixe os latidos latirem em outro lugar
Quero plantas
Que as palavras de amor ou rejeição setenciem em outro lugar
Quero consentimento, sentimento que só quem cala dá
Silêncio, respeite o barulho
Para que ele não desista
E tire de você o que ele não tem
Nem terá - apesar de tentar
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Precipício
Fui precipitado, eu sei
Nem sempre a alma está de acordo com a razão
Minha pressa pela perfeição
Confirmou-as inimigas
Precipitado e ansioso que sou
À beira agora do precipício
Da solidão
Que não tem fim
Mas será que tem começo?
Nem sempre a alma está de acordo com a razão
Minha pressa pela perfeição
Confirmou-as inimigas
Precipitado e ansioso que sou
À beira agora do precipício
Da solidão
Que não tem fim
Mas será que tem começo?
domingo, 22 de maio de 2011
Cercado pelo nada
Cercado de solidão
Por onde vejo, não há nada a ver
Por onde passo, só há vultos e vozes
Tentando me calar - e conseguindo
Como posso, afinal, lutar contra o nada?
Lutar contra o vazio, a solidão, se eles são a inexistência?
Seria mais fácil esmurrar uma parede de concreto e derrubá-la
Concreto
Como minha alma fica a cada passo que dou
Que não dou
Cada vez mais opaco, cada vez duro
Por onde vejo, não há nada a ver
Por onde passo, só há vultos e vozes
Tentando me calar - e conseguindo
Como posso, afinal, lutar contra o nada?
Lutar contra o vazio, a solidão, se eles são a inexistência?
Seria mais fácil esmurrar uma parede de concreto e derrubá-la
Concreto
Como minha alma fica a cada passo que dou
Que não dou
Cada vez mais opaco, cada vez duro
terça-feira, 17 de maio de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Doce inferno
Onde estamos?
Para onde estamos?
Quando estamos?
E por quê?
Destruir o inimigo parece mais díficil
Quando ele não é você
Doce ilusão
Doce como o inferno
E seus dragões
Loucos
Onde brincamos na gangorra do ódio
Indo e vindo no balanço da solidão
Escorregando na frustração
Girando na auto-piedade
Mas se já estamos no inferno
Para onde vamos?
Para onde estamos?
Quando estamos?
E por quê?
Destruir o inimigo parece mais díficil
Quando ele não é você
Doce ilusão
Doce como o inferno
E seus dragões
Loucos
Onde brincamos na gangorra do ódio
Indo e vindo no balanço da solidão
Escorregando na frustração
Girando na auto-piedade
Mas se já estamos no inferno
Para onde vamos?
domingo, 23 de janeiro de 2011
Quilate
Cachorros que latem
Sem quilate
Andando sem rumo
Com suas quatro ou três patas
Com o que restou de seus pêlos
Revirando latas
Eles me seguem
Pensando ter achado um dono
Pensando apagar o dano
Eles me seguem
Sem saber que seu ex-futuro dono
Também não tem rumo
Sem quilate
Andando sem rumo
Com suas quatro ou três patas
Com o que restou de seus pêlos
Revirando latas
Eles me seguem
Pensando ter achado um dono
Pensando apagar o dano
Eles me seguem
Sem saber que seu ex-futuro dono
Também não tem rumo
domingo, 9 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Ótica
O dobro virou metade
Dobrando temos metade
De um papel
A vida segue seu rumo
Com sadismo e solidão
De um papel
Em branco
Mas olhe pelo lado negativo:
Podia ser preto
Olhe pelo lado realista
Devia ser transparente
Dobrando temos metade
De um papel
A vida segue seu rumo
Com sadismo e solidão
De um papel
Em branco
Mas olhe pelo lado negativo:
Podia ser preto
Olhe pelo lado realista
Devia ser transparente
Espelho
Eu ando tão rápido
Eu ando tão só
Eu sigo pessoas
Eu sigo sozinho
Pareço medroso
Pareço dar medo
E sou um espelho
Que reflete tal medo
E amedronta no meio da luz
E é esquecido na escuridão
Que conduz
Todos ao meu redor
A uma pequena reflexão
Se o reflexo é mesmo real
Se na verdade não há outro lado
Através do espelho
Eu ando tão só
Eu sigo pessoas
Eu sigo sozinho
Pareço medroso
Pareço dar medo
E sou um espelho
Que reflete tal medo
E amedronta no meio da luz
E é esquecido na escuridão
Que conduz
Todos ao meu redor
A uma pequena reflexão
Se o reflexo é mesmo real
Se na verdade não há outro lado
Através do espelho
sábado, 18 de dezembro de 2010
A areia
Não sei o que sinto
E esse sentimento é algo que não sei
Estou numa areia movediça
Me afundo
Afundo
Afundo
Até que consigo ver o outro lado
É tão desconhecido
E esse desconhecimento é algo que não sei
É tão novo
E essa novidade se renova a cada segundo
Se tornando cada vez mais velha
Até eu emergir da areia
E esse sentimento é algo que não sei
Estou numa areia movediça
Me afundo
Afundo
Afundo
Até que consigo ver o outro lado
É tão desconhecido
E esse desconhecimento é algo que não sei
É tão novo
E essa novidade se renova a cada segundo
Se tornando cada vez mais velha
Até eu emergir da areia
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Única
Uma estrela qualquer
Segue uma estrela
Um mesmo furacão
Segue furacão
Mesmo que você seja um gão de areia
Será um só grão
Mas sem ele, tudo é deserto
Mesmo que o sol, para nós, seja único
Será só mais um sol, perto de você
Segue uma estrela
Um mesmo furacão
Segue furacão
Mesmo que você seja um gão de areia
Será um só grão
Mas sem ele, tudo é deserto
Mesmo que o sol, para nós, seja único
Será só mais um sol, perto de você
sábado, 11 de dezembro de 2010
Distante
Só
Só Lá
Solar
Sem lar
Lunático
Fanático
Distante
Errante
Como antes
Como Plutão
Bebo a Terra
Suo o sol
Lustro a lua
Só Lá
Solar
Sem lar
Lunático
Fanático
Distante
Errante
Como antes
Como Plutão
Bebo a Terra
Suo o sol
Lustro a lua
sábado, 4 de dezembro de 2010
Avesso
Me precipito
No precipício
Em chamas
No meio do gelo
Seco
No meio do mar
Avesso sem precisar do espelho
Sombrio sem precisar de luz
Finalizado antes de iniciado
Varrido antes de virar pó
No precipício
Em chamas
No meio do gelo
Seco
No meio do mar
Avesso sem precisar do espelho
Sombrio sem precisar de luz
Finalizado antes de iniciado
Varrido antes de virar pó
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Nem tudo o que aparece, é
O que era causa
Virou consequência
O que era recomeço
Virou o fim
O que virou estrada
Não passa de cerca
E não passamos por ela
Olhe aqui, obedeça
Seja consciente
Olha já, não esqueça
Seja competente
Não se importe se o dia vai amanhcer belo
O que não tem volta, revoltado está
O que parecia fim
Virou ponto de partida
O que aparecia a mim
Inexistia
Virou consequência
O que era recomeço
Virou o fim
O que virou estrada
Não passa de cerca
E não passamos por ela
Olhe aqui, obedeça
Seja consciente
Olha já, não esqueça
Seja competente
Não se importe se o dia vai amanhcer belo
O que não tem volta, revoltado está
O que parecia fim
Virou ponto de partida
O que aparecia a mim
Inexistia
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