Não sei o que sinto
E esse sentimento é algo que não sei
Estou numa areia movediça
Me afundo
Afundo
Afundo
Até que consigo ver o outro lado
É tão desconhecido
E esse desconhecimento é algo que não sei
É tão novo
E essa novidade se renova a cada segundo
Se tornando cada vez mais velha
Até eu emergir da areia
sábado, 18 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Única
Uma estrela qualquer
Segue uma estrela
Um mesmo furacão
Segue furacão
Mesmo que você seja um gão de areia
Será um só grão
Mas sem ele, tudo é deserto
Mesmo que o sol, para nós, seja único
Será só mais um sol, perto de você
Segue uma estrela
Um mesmo furacão
Segue furacão
Mesmo que você seja um gão de areia
Será um só grão
Mas sem ele, tudo é deserto
Mesmo que o sol, para nós, seja único
Será só mais um sol, perto de você
sábado, 11 de dezembro de 2010
Distante
Só
Só Lá
Solar
Sem lar
Lunático
Fanático
Distante
Errante
Como antes
Como Plutão
Bebo a Terra
Suo o sol
Lustro a lua
Só Lá
Solar
Sem lar
Lunático
Fanático
Distante
Errante
Como antes
Como Plutão
Bebo a Terra
Suo o sol
Lustro a lua
sábado, 4 de dezembro de 2010
Avesso
Me precipito
No precipício
Em chamas
No meio do gelo
Seco
No meio do mar
Avesso sem precisar do espelho
Sombrio sem precisar de luz
Finalizado antes de iniciado
Varrido antes de virar pó
No precipício
Em chamas
No meio do gelo
Seco
No meio do mar
Avesso sem precisar do espelho
Sombrio sem precisar de luz
Finalizado antes de iniciado
Varrido antes de virar pó
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Nem tudo o que aparece, é
O que era causa
Virou consequência
O que era recomeço
Virou o fim
O que virou estrada
Não passa de cerca
E não passamos por ela
Olhe aqui, obedeça
Seja consciente
Olha já, não esqueça
Seja competente
Não se importe se o dia vai amanhcer belo
O que não tem volta, revoltado está
O que parecia fim
Virou ponto de partida
O que aparecia a mim
Inexistia
Virou consequência
O que era recomeço
Virou o fim
O que virou estrada
Não passa de cerca
E não passamos por ela
Olhe aqui, obedeça
Seja consciente
Olha já, não esqueça
Seja competente
Não se importe se o dia vai amanhcer belo
O que não tem volta, revoltado está
O que parecia fim
Virou ponto de partida
O que aparecia a mim
Inexistia
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O fim do mundo
Qual será o fim do mundo
Ou ele não tem fim algum?
Ele acaba e eu começo
Ele termina e eu encho
Ele suspira e eu sopro
Ele imagina e eu sou fruto dela
Ele se suicida e eu reencarno
O mundo tem um fim
Ou ele não tem fim algum?
Ele acaba e eu começo
Ele termina e eu encho
Ele suspira e eu sopro
Ele imagina e eu sou fruto dela
Ele se suicida e eu reencarno
O mundo tem um fim
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
O abismo
Sinceramente
Só um olhar faria a diferença
Ainda que frio
Caio no abismo entre a realidade e o desejo
Destroçado no chão, tento um revide
Subo bem alto
E caio
E o que era impossível não aconteceu
Só um olhar faria a diferença
Ainda que frio
Caio no abismo entre a realidade e o desejo
Destroçado no chão, tento um revide
Subo bem alto
E caio
E o que era impossível não aconteceu
domingo, 1 de agosto de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Rodeado
Estou rodeado de amigos
Mas eu não os vejo
Até tento conversar um pouco
Mas eu não os ouço
Tento jogar
Mas eu sempre ganho
Tento rir
Mas saio chorando
Tento entender
Mas saio confuso
Tento me consolar
Com meus amigos
Mas eu não os vejo
Até tento conversar um pouco
Mas eu não os ouço
Tento jogar
Mas eu sempre ganho
Tento rir
Mas saio chorando
Tento entender
Mas saio confuso
Tento me consolar
Com meus amigos
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Precisão
As coisas não precisam de nome
Não precisam de imagem
Não precisam de calor
Não precisam de espessura
Não precisam, até a segunda ordem, da primeira
Não precisam, até o fim do dia, do amanhecer
Precisar ser coisa
É disso que as coisas precisam
Não precisam de imagem
Não precisam de calor
Não precisam de espessura
Não precisam, até a segunda ordem, da primeira
Não precisam, até o fim do dia, do amanhecer
Precisar ser coisa
É disso que as coisas precisam
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Fixo
Fixo no seu rosto
Procuro um sinal
Um senão
Ou nada
Mas sigo fixo
Como devo ficar
Até a segunda ordem
Fixa
Procuro um sinal
Um senão
Ou nada
Mas sigo fixo
Como devo ficar
Até a segunda ordem
Fixa
terça-feira, 13 de julho de 2010
Sem passado
Completamente sem rumo
Desarrumado
Completamente sem mundo
Imundo
Completamente sem estrada
Desastrado
Completamente sem passado
Passado
Desarrumado
Completamente sem mundo
Imundo
Completamente sem estrada
Desastrado
Completamente sem passado
Passado
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Tédio
O tédio varia
Subindo pela escala mais alta
Descendo ladeira abaixo
Rodopiando na minha cabeça
Tranformando-se em ilusão
Transitando entre lágrimas e chuvas
Ele faz tudo isso
E é o tédio
Subindo pela escala mais alta
Descendo ladeira abaixo
Rodopiando na minha cabeça
Tranformando-se em ilusão
Transitando entre lágrimas e chuvas
Ele faz tudo isso
E é o tédio
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Fim do mundo ao meu redor
Um fim do mundo ao meu redor
Um fogo aberto
Uma chaga fechada
Uma brasa fria
Uma cinza viva
Voam todos
Pelo ar parado
Pelo mundo parado
Pelo sentimento preso
Pelo fogo apreendido
Pela simulação real
Um fogo aberto
Uma chaga fechada
Uma brasa fria
Uma cinza viva
Voam todos
Pelo ar parado
Pelo mundo parado
Pelo sentimento preso
Pelo fogo apreendido
Pela simulação real
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Esperança e medo
Quando a esperança vence o medo
A ilusão vence a desilusão
O amorfismo vence a transformação
O sono vence a vontade
A vontade vence a obrigação
A obrigação vence a esperança
A ilusão vence a desilusão
O amorfismo vence a transformação
O sono vence a vontade
A vontade vence a obrigação
A obrigação vence a esperança
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